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19-03-2020

Região precisa se mobilizar para conter o COVID-19






Após a realização de uma audiência pública na segunda-feira (16), em Passos,  na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande - AMEG envolvendo diferentes autoridades, o presidente da entidade e prefeito de Passos, Carlos Renato Lima Reis quer envolver os demais municípios numa mobilização mais ampla envolvendo a região como um todo. O objetivo é minimizar ao máximo o número de pessoas contaminadas com o coronavírus, o COVID-19, evitando um colapso dos serviços caso haja uma explosão de casos como ocorreu na China, Itália e Espanha.

"O fato de Passos ser uma cidade-pólo nos coloca em uma situação ímpar. Os moradores de outros municípios buscam regularmente a cidade para atendimentos médicos especializados, escolas, comércio em geral e as atividades turísticas. Portanto, nossa administração em sintonia com as demais, tem que buscar meios para que estes visitantes não corram risco de contrair ou até mesmo de transmitir o vírus e conseqüentemente a doença para outras pessoas", explica Renato.

O presidente da AMEG explica que há um grupo envolvendo técnicos do setor da saúde e órgãos de apoio em contato direto com as autoridades sanitárias estaduais e federais e que algumas providências simples já estão sendo implementadas e outras mais complexas estão sob preparação. "Ontem, aqui em Passos tivemos a certeza de que as ações preventivas são essenciais. Todos os órgãos da justiça, saúde, educação, segurança pública, assistência social, igrejas, comércio e serviços estão se comprometendo e implementando formas de diminuir os riscos de contágio e isso nos deixa bastante aliviados, mas, ainda assim temos que continuar atentos e vigilantes", comentou.

"Essa é uma guerra que nós vamos vencer com toda a certeza, mas, é preciso que cada cidadão, cada liderança faça a sua parte. Nós contamos com o envolvimento de cada prefeito e prefeita da região. Nós pedimos que as diferenças sejam deixadas de lado neste momento de grande apreensão e risco para o nosso povo, em especial nossos idosos, e que cada um colabore na medida do possível para superarmos esse crise que envolve todo o planeta", finaliza.

Sobre o COVID-19 

Conforme a designação da Organização Mundial da Saúde - OMS, é a doença infecciosa causada pelo coronavírus descoberto mais recentemente. Este novo vírus e doença eram desconhecidos antes do início do surto em Wuhan, China, em dezembro de 2019.

Os coronavírus são uma grande família de vírus que podem causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, sabe-se que vários coronavírus causam infecções respiratórias que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença de coronavírus COVID-19.

Os sintomas mais comuns do COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarréia. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas são infectadas, mas não desenvolvem sintomas e não se sentem mal. A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de 1 em cada 6 pessoas que recebe COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade em respirar. As pessoas idosas e as que têm problemas médicos subjacentes, como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Pessoas com febre, tosse e dificuldade em respirar devem procurar atendimento médico.

Até o momento, a OMS está divulgado que as pessoas podem pegar o COVID-19 de outras que têm o vírus. A doença pode se espalhar de pessoa para pessoa através de pequenas gotículas do nariz ou da boca que se espalham quando uma pessoa infectada tosse ou exala, por isso que é importante ficar a mais de 1 metro (3 pés) de uma pessoa doente. Essas gotículas pousam em objetos e superfícies ao redor da pessoa. Outras pessoas pegam o COVID-19 tocando esses objetos ou superfícies e depois tocando nos olhos, nariz ou boca.

O risco de pegar COVID-19 nas fezes de uma pessoa infectada parece ser baixo. Embora as investigações iniciais sugiram que o vírus possa estar presente nas fezes em alguns casos, a disseminação por essa via não é uma característica principal do surto. A OMS está avaliando pesquisas em andamento sobre a maneira como o COVID-19 é disseminado e continuará a compartilhar novas descobertas. Como isso é um risco, no entanto, é outro motivo para limpar as mãos regularmente, depois de usar o banheiro e antes de comer.

A doença resultante da infecção por COVID-19 é geralmente leve, especialmente para crianças e adultos jovens. No entanto, pode causar doenças graves: cerca de 1 em cada 5 pessoas que a pegam precisa de cuidados hospitalares. Portanto, é bastante normal que as pessoas se preocupem com o impacto do surto de COVID-19 sobre elas e seus entes queridos.

Segundo a OMS, podemos canalizar nossas preocupações em ações para proteger a nós mesmos, nossos entes queridos e nossas comunidades. Em primeiro lugar, entre essas ações está a lavagem regular e completa das mãos e a boa higiene respiratória. Em segundo lugar, mantenha-se informado e siga os conselhos das autoridades locais de saúde, incluindo quaisquer restrições impostas a viagens, movimentação e reuniões.








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